A história negra do tango: uma metonímia

Queria eu, me@ car@ leit@r, te contar a história negra do tango. São mils as histórias de que as culturas e pessoas negras participaram, protagonizaram, e foram escondidas. Eu estou tentando desvendar um pouco disso na literatura e, embora eu tenha com a música uma curiosidade permanente e muito viva, não creio que um dia eu consiga ter uma compreensão maior sobre o assunto. Por ora, então, não te contarei a história negra do tango. Mas, veja, se isso é mau para suncê, não é para mim: das coisas que não sabemos, temos com elas um prazer mais inocente, que costuma ser também mais intenso. Este deve ser um dos motivos pelos quais, apesar de ter passado minha adolescência ouvindo música nos últimos volumes e me arrepiando todos os dias com o que de melhor eu descobria, eu jamais aprendi a tocar qualquer instrumento (tentei, é verdade, mas vamos pular essa parte) e, aos dezessete anos, decidi que queria fazer faculdade de Letras. Àquela época, creio que eu não lia nem dez romances por ano. Continuo com esse prazer autêntico quando ouço música, embora eu deva confessar que fui descobrindo outros prazeres com a literatura (mas bem diferentes).

Não, não é sobre nada disso que quero falar. Mas é que, um dia, estava eu numa mesa de bar com amigos, quando começou uma das nossas inúmeras discussões sobre música. Não lembro bem o que era, mas o tango entrou na jogada. Devíamos está naqueles papos de jovens que se acham eruditos, provavelmente falando de Piazzolla. No meio do engodo, eu soltei:

… e vocês sabem, o tango é uma música de origem negra…

Às vezes me pego com minha inocência. Só porque eu estava cercado de amigos “cultos”, sensíveis com as coisas do mundo, imaginei que isso fosse ser recebido com atenção pelos que desconheciam a informação. Qual nada!

Aaaaaaah, não fode, né, Cesar!!

Risadas daquelas bem agressivas e de deboche. Levantei a voz, argumentei que, como boa parte dos ritmos das Américas e Caribe, a etimologia do próprio nome tango é bantu, caso semelhante a samba, jongo, candombe, milonga, batuque, e assim por diante.

Ahahahaha, sei, sei…

Fiquei puto e calei. Tem certas coisas com as quais é mesmo difícil lidar. Há muitos conceitos relacionados ao campo semântico da negritude que estão absolutamente cristalizados. Muitos podem ser verdadeiros, mas certamente a maioria é mentirosa. E, independente de ser verdade ou mentira, o caso é que cristalizar é uma forma de silenciar, de tirar a dinâmica, as possibilidades de reconstrução, de releitura, em suma, de eliminar aquilo enquanto tema vivo, de valor e do qual as mentes se devem ocupar. A meu ver, é essa também uma das explicações para as reações agressivas que recebemos quando trazemos uma informação desse tipo. É chocante demais, e, no fundo, dá muito medo atribuir tanto valor à cultura negra, porque é essa inversão de valores que, então, vai fazer com que as culturas negras folclorizadas atravessem a rígida fronteira dos arcos da Lapa e Santa Teresa, e passem a mais cantos da cidade e do país como culturas que não dependem de espaços típicos, e junto com isso venha o dinheiro e o poder para a mão d@s que, com sua memória cultural, sustentam a continuação de tais manifestações – mas que raramente ganham algo com isso.

Putz, o Rafael tá pirando de novo, devem estar pensando os mesmos amigos que tanto riram.

Não sou menos amigo das pessoas que riram de mim. Eu também certamente já fiz isso com alguém, por razões outras e diversas. Não adianta ficar procurando pessoas culpadas por essa difícil situação. Acredito, sim, que é preciso ser duro, incisivo, que devemos falar, nos posicionar, brigar quando preciso. Mas não ficar acreditando que o outro tem culpa, que é o responsável. Esse tipo de coisa, para mim, transcende as pessoas. Colocar racistas na cadeia é muito importante, mas nunca vai resolver o problema do racismo, que é algo maior. O indivíduo não vai mais me chamar de macaco, mas vai continuar me preterindo para o emprego que vou disputar na empresa dele; da mesma forma que vai continuar gargalhando quando eu disser que o tango, essa música tão nobre, tem origem naqueles seres dignos de não mais do que uma senzala ou, modernamente, de um quartinho de empregada.

Mas, realmente, é muito irritante ver certas coisas que são tão óbvias para quem sofre o racismo serem relegadas ao nível do deboche por pessoas que sequer pensam sobre isso – e que, ainda assim, tornam-se a voz legitimada para falar de racismo ou cultura negra quando querem, caso dos tantos professores doutores das universidades e midiáticos que nunca tiveram produção sobre o tema, nenhum tipo de reflexão mais aprofundada, mas que, ao imprimirem livros com seus nomes e darem entrevistas na televisão com base em seus compadrios, têm suas opiniões automaticamente alçadas ao nível da verdade. Aquela mesa de bar, de certa forma, foi um micro-universo disso.

Dou um exemplo sobre o qual eu acabei não escrevendo mais extensamente, embora merecesse, e muito. Lembram do Andrade, ex-jogador e ex-técnico do Mengão? O cara era o eterno tapa-buracos de técnicos do time. Sempre quebrava os galhos quando ficava naquela entressafra de técnicos, e nunca davam chance pra ele. Vinham as piores tralhas para treinar o time, pelos salários mais altos, e nunca que davam uma chance pro Andrade. O Cuca (puta que o pariu, o CUCA) não arrumava nada com a gente (só Estadual, mas Estadual não conta, porque o Mengão ganha até sem técnico) e voltava pra lá, com seus olhos azulzíssimos, signo de sabedoria e conhecimento, pra não arrumar nada de novo. (Ele chegou a colocar o Andrade pra formar barreira num dia de treinamento, sabia disso? Você acha que ele faria isso com o Zico? Você acha que isso é coisa que se faça com um jogador que está no panteão do clube, que levou três títulos brasileiros, uma Libertadores e um Mundial? Se o ex-jogador for negro, pelo visto, pode fazer.) A gente que está ligado nessa parada toda, porque pensa a questão sempre – diferente, repito, dos professores doutores e midiáticos que não têm qualquer estrada no assunto, e começaram a falar sobre ele porque virou tema da ordem do dia -, já tinha relacionado essa dificuldade de firmar o Andrade como técnico com o fato de que o Brasil não tem técnicos negros, apesar de quase todos os técnicos serem ex-jogadores de futebol, dos quais pelo menos a metade devem ser negros; e relacionamos também com a nossa percepção de que o samba é tido como bagunça e que a sinfonia é séria. Não entendeu essa última parte? Lembra da metonímia? Negro é ação, é trabalho, é músculo, é folclore. E branco é ordem, é razão, é pensamento, é seriedade. Por isso não se pode colocar negros no comando de times (em comando de nada, na verdade), e por isso o Andrade não podia ser técnico do Mengão.

Isso era algo muito claro para mim e para tantos que estão atentos à questão. E, confesso, eu nunca tinha falado isso fora do circuito de pessoas em que eu confiava demais, e que confiavam na minha percepção (independente de serem negras, entenda-se). E por que eu nunca tinha dito? Por causa da experiência do dia em que falei do tango (como metonímina, uma vez mais, para tantas outras experiências do tipo). Se eu falasse, já conhecia a reação típica.

Porra, que preto mala! Essa crioulada tem uma mania de perseguição sem fim!!

Mas o problema maior é que, passada essa história toda, ainda assim a postura não muda. O Rogério Lourenço, atual técnico do Flamengo, foi efetivado depois da primeira experiência como interino (em menos de vinte dias), sem ter nem de longe a estrada que o Andrade tinha (tanto dentro como fora do Flamengo). O cara foi efetivado, aliás, no meio de uma LIBERTADORES. Vou repetir: o Andrade foi demitido e o cara foi colocado no lugar dele no meio de uma LI-BER-TA-DO-RES, o campeonato mais importante que um clube brasileiro pode disputar. Se eu disser que uma situação dessas muito dificilmente seria confiada ao Rogério Lourenço se ele fosse um homem negro, sabe o que vão dizer?

(ctrl c+ ctrl v) –> Porra, que preto mala! Essa crioulada tem uma mania de perseguição sem fim!!

Assim é. E da mesma forma que somos rotulados de paranoicos, também somos ironizados quando trazemos informações que fazem desconfiar do senso comum de que o Ocidente fez toda a história das Américas e do mundo, restando aos negros não mais do que um punhado de folclores com os quais todos nos divertimos nos momentos de descontração.

Tá bom, seu preto mala! Mas o que isso tem a ver com a história negra do tango?

Nada tão específico. Era só uma metonímia para a questão toda. É tudo metonímia, você ainda não entendeu isso?

Ah, e é claro, assim como eu queria muito ter esfregado na cara de tanta gente quando saiu na imprensa integrantes do Flamengo dizendo que o Andrade nunca tinha sido colocado como técnico porque era negro, e que isso já tinha sido dito explicitamente dentro do clube – o que é óbvio para quem passa pela questão e pensa sobre ela -, eu também queria esfregar esta notícia na cara dos meus amiguinhos. Não por vingança, mas para que eles aprendam a ouvir um pouquinho.

Ah, confessa, Rafael!

Tá, confesso: um pouco por vingança, também. Eu sou humano, pô!

E será que, assim como no caso Andrade, meus amiguinhos (“meus amiguinhos” como metonímia, gente, entendam bem!) também vão manter aquela postura?

Pedro Figari

Pedro Figari pinta uma cena de candombe, ritmo afro-uruguaio: não é tango, mas serve como metonímia.

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10 Responses to “A história negra do tango: uma metonímia”


  1. 1 Rafael Cesar 20/06/2010 às 02:22

    Pois é, não resisti e peguei a foto da matéria pra fazer um cabeçalho novo. Não me repreendam.

  2. 2 Rafael Abreu 20/06/2010 às 12:51

    Há ainda uma relação forte no Uruguai entre o candombe e o candomblé? Ou a relação se perdeu ao longo do tempo? E o que sabes do candomblé no Rio Grande do Sul? Lembro de uma pesquisa em que, depois de Salvador, Porto Alegre era a região metropolitana com maior praticantes (auto-declarados) do candomblé.
    E mesmo sem saber detalhes, podias ter dado seus pitacos sobre a origem negra do tango.

    Abs

  3. 3 Rafael Cesar 22/06/2010 às 12:44

    Fala Rafa!

    Não sei como é a relação entre o candombe e o candomblé lá no Uruguai. Eu apostaria que essa relação deve ter sido bem forte no passado – acho que isso está implícito na sua pergunta, né? -, não apenas por ser uma manifestação cultural negra, mas porque essas manifestações culturais negras pelas Américas quase sempre fundem música, dança e religião num mesmo sistema. Há o momento da religião separado do folguedo, mas o sistema é mais ou menos o mesmo. Realmente não sei qual é a do candombe, hoje, mas ficaria feliz em descobrir que não é como o jongo ou o maracatu, que virou coisa pós-moderna na cidade grande, altamente folclorizada, e pouco praticada pelos seus herdeiros.

    As religiões afro no RS estão com tudo, até onde sei. Eles são muito organizados, por lá, altamente politizados, é bem interessante. Ao contrário do que se pensa, tem muitos negros no RS (talvez bem menos no interior, é verdade), e as macumbas por lá, como em todo o Brasil, agregam gente de tudo que é cor, claro. Mas o grande lance é esse: a boa organização que consegue manter firme a manutenção da fé deles, e protegidos contra as investidas de grupos cristãos intolerantes e do descaso de governos para a religião enquanto patrimônio cultural.

    Ah, sobre a origem negra do tango, sei lá, cara. Não sei nada, mesmo. Só já li algumas coisas. Começou no bordeis, tipo o jazz, e quem fomentava era a negrada descendente de escravos. Havia muitos pretos e indígenas na Argentina até um determinado momento que não sei precisar. Depois meio que fizeram rolar as cabeças de geral, e aí quem sobrou pra contar as histórias não precisou incluir os que não estavam mais lá, né? É até engraçado, porque eu não sei da história negra do tango, mas aceitei ela quando li pela primeira vez. Tem aquela coisa de você QUERER acreditar em alguma coisa por ser interessante pra você, né? Assim como é interessante para alguns não acreditar que o negro fez parte dessa história, também é interessante para alguns acreditarem que o negro fez parte dessa história. E nem sempre a gente se pergunta se isso é mesmo verdade, se é uma informação confiável. Dos dois lados, muitas vezes acaba sendo um ato político, sem ter fundamento histórico, necessariamente. Posso te dizer que foi o meu caso. Eu não tinha nenhuma informação mais relevante, mas acreditei nisso porque, de certa forma, me deu prazer. Minha única pista – que não é bobagem, como às vezes parece – era mesma a etimologia da palavra, que eu já conhecia porque estudava isso. Mas, de toda forma, parece que estão agora os próprios argentinos a confirmar que um pedaço importante dessa história é mesmo negra. Agora, certamente era um tango beeeeeem diferente desse que ouvimos hoje (assim como o de hoje é diferente do de Gardel, por exemplo).

    Abração!

  4. 4 Rafael Abreu 23/06/2010 às 15:08

    Será que o candombe agora é tocado nas lapas e santas terezas do Uruguai?

    E sobre o tango: a pergunta era motivada por uma analogia bem generalizante que é feita entre tango, samba e so “espíritos” brasileiro e argentino. O samba espelharia a “alegria” brasileira (e não é exagero pensar que essa analagia acaba sendo estendida para a “alegria” do componente africano no Brasil) e o tango representaria a “melancolia”, o caráter taciturno dos argentinos. Tendo, de fato, uma forte origem negra (e considerando, claro, que não faço a menor idéia de como era o tango na origem, o tango-arte, jogado com bola de meia em campinhos de terra), seria interessante pensar no “uso” do tango, porque quebra um pouco com a forma com que os ritmos de origem negra, indígena, etc são vistos na América Latina. Conheces algo na América Latina de origem negra que seja “visto” como os spirituals nos EUA?

    Enfim, elocubrações. É ótimo fazê-las quando não temos o menor conhecimento do que falamos e nenhum compromisso de verificar a pertinência do que falamos. Ficar catando referências é coisa pra dissertação (e enche o saco).

    Abração

  5. 5 Rafael Cesar 24/06/2010 às 12:23

    Olha, também não vejo exagero em dizer que essa “nota alegre”, como disse o senhor Freyre, é o componente africano. Mas, já que aqui – graças a Deus! – não precisamos ficar fazendo referências e notas de pé de página, eu arriscaria mais um passo: essa nota alegre, essa picardia que está presente pelas Américas é tipicamente bantu. Os estadunidenses têm uma influência bantu bem forte, especialmente no sul, me parece, mas a maior parte da negrada que foi pra lá era islâmica e iorubá, acima da floresta tropical africana, e que me parece terem aquela cultura mais de guerreiros, manifestações mais combativas, um lance bem mais marrento.

    Bom, isso não muda muita coisa sobre a sua pergunta (foi só uma observação) porque, em tese, também na Argentina a predominância teria sido bantu. Eu acho que quando se diz que o tango tem origem negra, não podemos perder de vista que ele foi profundamente transformado. O tango devia ser uma parada completamente diferente no século 19. Nem me arrisco a dizer como. Mas é certo que ele não tem nenhuma cara de “música negra”, hoje em dia, até porque a negrada foi eliminada do processo de formação do tango a partir de um certo momento e, aí, naturalmente, perde as características musicais negras por não ter mais pessoas com aquela memória musical etc e tal. Então, dizer que o tango tem origem negra é completamente diferente de dizer que é música negra, concorda? Acho que isso deveria ficar claro. Enfim, o caso é que podemos pensar que esse tom dramático que é a marca mais forte do tango pode ter a ver com essa perda das características musicais negras, e com a predominância de uma musicalidade mais italiana, que foi a principal colonização em Buenos Aires, depois da espanhola, se não me engano. Ou tudo isso pode ser bobagem, já que negro, mesmo bantu, certamente também faz música triste.

    Não sei de outros ritmos negros da américa latina que sejam evidentemente assim, tristonhos, mas certamente os temos. Você tem aquele CD do Buena Vista? No encarte eles falam de cada um dos ritmos cubanos, que são todos marcadamente música negra, me parece, e tem vários ali que são tristonhos. Eles até dão nome aos bois, esse estilo é mais alegre, esse é mais triste e assim por diante.

    No mais, os hispânicos costumam ser mais melodramáticos do que os portugueses, que são só uns chatos, mesmo. Isso pode ter influenciado outros ritmos negros, mesmo que eles não fossem tristes a princípios. Sei lá, é muito complexo! Queria ter tempo e fôlego pra estudar essas coisas.

    Abração!

  6. 6 andré yaakoub 07/07/2010 às 12:34

    caríssimo, o andrade levou 4 brasileiros pelo mengão, e não 3 como vc escreveu, além de mais um pelo vasco. o cara é tão sinistro que conseguiu ser campeão pelo vice! abraço!

  7. 7 jonas delecave 12/07/2010 às 21:10

    Entrando na dança: Parece que as trocas culturais internas à América Latina, no século XIX, foram muito maiores do que se imagina por aí. Se a clássica retroalimentação cultural entre a Europa e as Américas produziu hibridizações curiosas (como as fachadas azulejadas brasileiras, posteriormente transportadas a Portugal), as relações internas às Américas foram, certamente, mais esquisitas, principalmente considerando possíveis escalas na África, no Velho Continente, ou em suas colônias orientais.

    O engraçado é você ter falado justo da melancolia do Buena Vista, porque uma das influências do tango (junto com o candombe, payada, milonga, polca, valsa….) é uma tal habanera, que era tocado pra lá do século XIX em cuba, e que viajou, pelos violões dos marinheiros, para Argentina, Brasil, Espanha. Eu dei uma olhada nos padrões rítmicos dessa habanera na internet e são EXATAMENTE iguais ao que a escola portátil coloca, em suas apostilas, como tango brasileiro. Complicado.

    Mas em bom português: até os marinheiros brancos que chegaram a Buenos Aires pro melting pot portenho, que incluía influências negras, já traziam, em suas músicas, vários outros melting pots, como o cubano, com os dois pés na África.

    E, só pra desfrutar de uma boa generalização inconseqüente, eu ainda to pra conhecer povo mais melancólico (que não deixa de ser uma forma introspectiva de melodrama) do que o português. Mas isso já são outros quinhentos.

    abraços

  8. 8 jonas delecave 01/09/2010 às 10:49

    eu sei que o post não é sobre as origens do tango, mas tava lendo uma história da musica popular brasileira, do jairo severiano, e me deparei com o seguinte, p27: “Gêneros binários, de fórmula rítmica semelhante [ao schottisch], muito populares na Espanha e na América Latina no século XIX, o tango andaluz e a habanera cubana têm provavelmente origem em cantos remotos da África do Norte, levados pelos árabes para a Espanha e pelos negros para Cuba” não pude me furtar de responder….

  9. 9 Rafael Cesar 09/09/2010 às 09:49

    Rapaz, o Gil fala, no disco do show em Montreux, no meio de uma música, que o termo “xote” vem de “schottisch”. Tá todo mundo junto e misturado, mané!!!

  10. 10 mark van cleave 09/11/2017 às 14:37

    Hello friends, how is everything, and what you want to say about this
    post, in my view its actually amazing in favor of me.


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