Por que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode?

Um ponto fundamental para se entender os mecanismos e possibilidades do racismo é saber que ele não se restringe à cor da pele, mas busca punir todo um campo semântico, uma gama de signos e símbolos ligados ao universo negro. Já comentei sobre isso falando do samba, em dois posts antigos (aqui e aqui), e também em outro, mais recente, em que eu propunha a convivência com o universo simbólico negro, além da sua valorização, como um mecanismo para combater o racismo. Poderíamos falar sobre aspectos linguísticos, sobre identidade corporal, vestuário, culinária, praticamente tudo. Recebi por e-mail, recentemente, um artigo que mostra esse fenômeno relacionado às religiões afro, com enfoque na educação. Inquices, orixás, voduns e entidades afins sofrem perseguição desde que começaram a se manifestar frente à fé cristã, em África ou nas Américas. Já foi o governo, oficialmente; já foi a igreja católica; e hoje muitos evangélicos militam contra toda religião afro-originada. E não são poucos os espíritas (da tal linha branca, de mesa) que torcem o nariz para entidades como pretos-velhos e caboclos. O texto que divulgo abaixo mostra muito bem que essa perseguição tem, de fato, a ver com o racismo.

*

Por que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode?

Stela Guedes Caputo

No dia 27 de outubro de 2009, um jornal carioca destacou o caso da professora Maria Cristina Marques proibida de dar aulas em uma escola municipal, no Rio, porque utilizava o livro “Lendas de Exu”. A professora é umbandista e a diretora dessa escola é evangélica. Maria Cristina relatou diversas humilhações, desde ser acusada por mães de alunos de fazer “apologia ao Diabo” à colocação de um provérbio bíblico na sala dos professores chamando-a de mentirosa. Ao lerem a notícia deste caso, certamente muitos sentiram na pele as humilhações sofridas por Maria Cristina. Isso porque é muito comum que professores e professoras, alunos e alunas praticantes de candomblé ou umbanda sejam discriminados nas escolas.

A questão é complexa e podemos fazer muitas perguntas a respeito, mas farei aqui apenas uma: por que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode? Por que um Jesus louro, coberto por uma túnica branca, pode estar em um dos livros da coleção para o Ensino Religioso católico, destinada à rede pública e lançada em 2007 pela Cúria Diocesana? A resposta que tenho não agrada. Exu não entra na escola porque este país é racista e, por isso, o racismo está presente na escola. Também acredito que atravessamos uma fase de avanço significativo dos setores conservadores na educação pública. A manutenção da oferta do ensino religioso na Constituição de 88, a aprovação deste como confessional no Rio, o lançamento dos livros didáticos católicos em 2007, a Concordata Brasil-Vaticano aprovada pelo Senado em outubro deste ano. Tudo parece fragmentado, mas não é. Trata-se de vitórias lentas e sigilosas que ampliam, reforçam e legitimam as circunstâncias necessárias para que a discriminação sofrida por Maria Cristina continue sendo uma prática bastante comum em nossas escolas públicas.

A Mãe-de-santo e escritora Beata de Yemanjá, acredita que a discriminação de sua religião acontece porque “pensam que o Brasil é uma coisa só. Por isso nos discriminam e a nossas religiões. Isso é racismo”, diz ela. O pesquisador Antônio Sérgio Guimarães concorda e defende em diversos livros que qualquer estudo sobre racismo em nosso país deve começar por notar que, aqui, o racismo foi, até recentemente, um tabu e que os brasileiros se imaginam numa democracia racial, fonte de orgulho nacional que serve como prova de nosso status de povo civilizado. Para este autor, essa pretensão a um anti-racismo institucional e as regras de pertença nacional suprimiram referências a sentimentos étnicos, raciais e comunitários, contribuindo para a nação brasileira imaginada numa conformidade cultural em termos de religião, raça, etnicidade e língua. É por isso que este autor, entre outros, acha que o racismo brasileiro é do tipo heterofóbico, ou seja, um racismo que é a negação absoluta das diferenças, que pressupõe uma avaliação negativa de toda diferença, implicando um ideal (explícito ou não) de homogeneidade (ou uma coisa só, como diz Beata).

Quando a diretora de uma escola proíbe um livro de lendas africanas ela quer apagar a diversidade presente na sociedade e na escola, quer silenciar culturas não hegemônicas, como as afro-descendentes. Mas como, se a professora discriminada é branca? A professora é branca, mas Exu é negro. Um poderoso e imenso orixá negro. É o orixá mais próximo dos seres humanos porque representa a vontade, o desejo, a sexualidade, a dúvida. Por que esses sentimentos não são bem-vindos na escola? Por que a igreja católica tratou de associá-lo ao mal e ao Diabo (ao seu Diabo) e muitas escolas incorporam essa lógica conservadora, moralista, hipócrita e racista. Exu, no livro proibido, afirma que este país tem negros com diferentes culturas que se entendidas como modos de vida, podem incluir diferentes modos de ver, crer, sentir, entender e explicar a vida. Isso não pode, porque na escola só entra o Jesus lourinho dos livros didáticos católicos (esses são bem-vindos). Positivo foi que muitos professores e professoras se manifestaram contra o ocorrido. Além disso, a Secretaria Municipal de Macaé publicou nota criticando a discriminação e apoiando a professora, o que evidencia, da mesma forma, que a escola não é “uma coisa só”. Por isso, é nas suas tensões cotidianas que devemos fazer, também cotidianamente, a luta contra o racismo de todo tipo, inclusive este, disfarçado de intolerância religiosa.

Para encerrar podemos fazer novas perguntas: a professora silenciada lecionava literatura. Digamos que ensinasse História da África, como ensinar essa disciplina tornada obrigatória? Amputando suas culturas, entre elas, o candomblé e seu riquíssimo panteão de orixás? Alguém questiona quando a disciplina de História fala do catolicismo? Da reforma protestante? Esses conteúdos fazem parte do ensino regular de História (por isso, entre outras coisas, o Ensino Religioso não é necessário). As culturas com suas religiões também fazem parte do ensino de História da África. Como é que vai ser? Pais e professores arrancarão as páginas desses livros? Ou eles já serão confeccionados mutilados pelo racismo? Respondo com a saudação ao orixá excluído da escola (só podia ser ele a armar tudo isso): Laro oyê Exu! Para que ele traga mais confusão e com ela, o movimento, a comunicação e a transformação onde reina.

14 Responses to “Por que Jesus pode entrar na escola e Exu não pode?”


  1. 2 Rafael Cesar 12/02/2010 às 09:47

    Muito bom, Rael. Eu recebi um texto de uma associação de religiões afro-brasileiras repudiando a imprensa, também, mais ou menos como esse texto. Aliás, fazendo o que esse texto reivindica: ouvir o que têm os sacerdotes a falar sobre o assunto. Mas claro que jornal nenhum publicou. Bela dica, valeu! Abração!

  2. 3 Priscilla Acioly 07/05/2010 às 14:25

    Eu tenho lido seu blog e tenho me deliciado com as questões que você levanta. Bom, eu absolutamente acredito que o Brasil é racista em vários e vários aspectos. Essa questão das religiões afros serem perseguidas pelos cristãos (fato de absoluta vergonha para mim, que sou Protestante) é muito ampla e séria. A igreja a qual eu congrego, por exemplo – Ipreja Presbiteriana de Jacarepaguá – foi a única igreja a enviar um Pastor (Revendo Marcos Amaral) às duas passeatas anteriores contra a intolerância religiosa. Ora, é de se espantar que os evangélicos, que deveriam ser os primeiros a levantar a bandeira da tolerância e do diálogo (tal qual como fez Jesus), estivessem asusentes numa passeata em que milhares de pessoas e inúmeras confissões de fé (na maioria: Afro-descendentes) compareceram. E pior, essas pessoas que se dizem evangélicas (porque pra mim, não o são) inferiorizam, humilham e ridicularizam as expressões de Fé das religiosas afro. Eu não entendo o porquê…
    O que eu entendo é que se Jesus estivesse na Terra hoje, nossa, ele não estaria na liderança dessas igrejas. Pelo contrário, Jesus anda com ‘as minorias’, as prostituas, os publicanos… as pessoas simples e humildes. Jesus possivelmente andaria com a Cirene Dark, que aos 54 anos e umbandista, foi espancada por uma Pastora (pastora?) e missionária (missionária?)da Assembleia de Deus (de Deus?) do Jardim América. Jesus se compadeceria dessa senhora.

  3. 4 Rafael Cesar 12/05/2010 às 01:39

    Oi, Priscilla

    Nossa, que história braba essa da pastora que agrediu a umbandista, hein? Realmente, tem uma galera sem noção por aí.

    Intolerância religiosa em geral é uma coisa terrível, e não podemos nos esquecer, como você bem colocou, de que quando falamos de casos de intolerância religiosa, em 99% dos casos ela se dá contra religiões de matriz africana, ou que tenham elementos de matriz africana em seu culto. Você não vê esse ódio dos evangélicos ao diferente ser destilado contra budistas ou esotéricos em geral. O negócio é bater na umbanda e no candomblé, e por vezes no espiritismo (que muitas vezes se confunde com a umbanda). Embora eles digam que os católicos adoram ao diabo (porque quem adora a santo e a imagem está adorando ao demônio, de acordo com a teologia deles), eu ainda não soube de nenhum caso de quebrarem igreja por aí. A única coisa que rolou uma vez foi aquele imbecil daquele pastor bicando a santa na tv. Não há agressão a católicos, por exemplo. E por quê? Porque a questão é com a herança africana, com a ideia de que realmente tudo o que vem de África é ruim. Na verdade, acho que o ódio às religiões de matriz afro é uma manifestação do racismo que está na memória do brasileiro. É como se fosse uma via por onde o racismo pudesse se manifestar com tranquilidade, sem ser acusado de tal. Aquela ojeriza ao negro, que está na memória social, mas de certa forma silenciada, é facilmente ativada quando encontra esse campo. Não é o caso de todos, claro, mas acho que pode-se pensar por aí. E por que contra as religiões, justamente? Porque são a forma mais profunda de manutenção das simbologias africanas que os antepassados negros conseguiram manter aqui pelas Américas. Sendo o símbolo maior – fogo nele!

  4. 5 Priscilla Acioly 12/05/2010 às 14:21

    Concordo contigo, Rafael. O Brasil ainda não entendeu que nossos pais são muito mais africanos do que europeus. Lá na minha igreja o nosso pastor tem muita essa preocupação de identidade religiosa e cultural. Ele levanta questões, como por exemplo, o natal que comemoramos aqui… cantamos sobre pinheiros, neve, frio… numa época em que estamos no verão! Pinheiro, neve… isso é cultura norte-americana. Nosso natal tem de ser brasileiro! Eu acho o maior barato ele tocar nessas questões…
    http://www.youtube.com/watch?v=H3vc-OgJnh8 assista esse vídeo, é o discurso que o Revenrendo (da igreja a qual eu congrego) fez. Eu concordo com ele plenamente, acho que vai te interessar. E, se você cnhecesse meu pastor, você ia perceber que vocês dois têm muito em comum no que diz respeito ao pensamento sore o racismo no Brasil.

    Rafa, eu tenho um blog, aliás: http://www.casadosdevaneios.blogspot.com
    assuntos diversos: sérios, hilários, irrelevantes, cultra inútil… enfim.

  5. 6 Rafael Cesar 13/05/2010 às 16:00

    É cada vez mais raro um pastor como esse da sua igreja, Priscilla. Mas sei que gente como ele sempre vai existir e nos dar algum motivo para acreditar em mudanças. Te deixo um link de um discurso que o Obama fez em favor da liberdade religiosa, um pouco diferente do que disse o teu pastor, mas com os mesmos propósitos, e que só me fez admirar mais e mais esse cara: http://www.youtube.com/watch?v=xqpe4fXsRqw&feature=player_embedded

    (Aliás, tirei o link de um blog que, se você não conhece, talvez se interesse por ele. É o http://www.interney.net/blogs/lll . É muito interessante, traz questionamentos bem pertinentes sobre uma série de coisas. O único ponto de vista de que discordo COMPLEMTAMENTE do autor, curiosamente, é justamente quando ele fala sobre religião. Ele é um ateu que não se contenta em não acreditar em nada, mas tem a crença, no subtexto do que escreve, me parece, de que as religiões deveriam deixar de existir por completo, o que, para mim, é um completo absurdo.)

    Respondi lá no teu blog.

    Um beijo,
    Rafael.

  6. 7 Priscilla de Lima 13/05/2010 às 20:00

    Verdade, pastores como o Reverendo Marcos são exceção. Eu acho que o que acontece é que temos uma população que já é alienada por si só – digo, os brasileiros. Quando se trata de evangélicos, se não tomarmos cuidado, ficamos ainda mais alienados. Transformando tudo aquilo que a bíblia e Jesus ensina de bom e que nos traz qualidade de vida em leis, regras tolas, coisas que os homens inventam e que só acabam nos afastando do bem-estar e do próprio Deus.

    Eu vi o discurso so Barack, fico impressionada com a sabedoria desse cara. Eu já o admirava antes, torci muito pela presidência dele… amei o vídeo, Rafa! Quanto ao blog também é muito interessante, eu li alguns posts.. ele (ou ela) parece ser bem inteligente. Quanto ele(a) ser ateu, eu não vejo problema algum… mas infelizmente tem pessoas que que se inspiram em grandes pensadores (como Karl Max) por exemplo, que dizem que a religião é a doença da sociedade, que aliena e destrói. Enfim, eu acho que qualquer um tem direito a escolher sua religião ou a não ter religião. Mas militar contra uma religião, não acho isso legal da parte dele. Seria a mesma coisa de eu forçar a barra e militar contra os ateístas, e dizer que só nós os evangélicos é que estamos certos.

    Eu tava dando uma olhada pelo seu blog e vi uma foto muito interessante dos 45 presidentes brancos e de um negro. Cara, isso me fez lembrar de um assunto que eu quero postar já a algum tempo no meu blog… sobre essa euforia que as pessoas sentiram por conta do primeiro presidente negro. Eu acho isso bom, claro. Mas não acho que seja o ideal. O ideal pra mim seria que a presidência dele fosse algo normal, independentemente de ele ser negro ou não. É claro que isso é um sonho meu que aind avai demorar algum tempo pra acontecer – de negros (e mulheres) chegarem ao poder, ocuparem os diversos espaços da sociedade sem esse alárdio de ‘o primeiro negro a ganhar o premio nobel,a primeira mulher negra a governar um cargo da onu’, exemplos. Sei lá… porque tá, tudo bem.. o Barack é presidente. Mas eu fico me perguntando quanto tempo vai levar para aparecer o segundo presidente negro, entende? Quanto tempo. Será que vamos precisar de mais alguns séculos? Isso me preocupa.

  7. 8 Priscilla de Lima 13/05/2010 às 20:04

    Ah, e é legal ter pessoas inteligentes como você pra conversar sobre esses assuntos… digo, eu só tenho 18 anos e acho que os jovens são muito bobos. Não se preocupam com questões sérias, entende?
    A Internet é muito louca mesmo.. eu vi seu blog no blog de um amigão meu, o Vinícius (cronicasdumasviagens)… rs
    daí eu achei legal o nome do seu blog, vim aqui e uau… seu blog é muito bom. Gosto de pessoas enganjadas…
    Você faz faculdade de história, serviço social… fiolosfia, algo assim? rs
    bjs

  8. 9 Rafael Cesar 13/05/2010 às 20:35

    Concordo, Priscilla. Mas, enquanto não tivermos presidentes negros(as) e presidentes mulheres, teremos que bater nessa tecla e exaltar, sim, quando acontecer de um(a) negro(a) ou uma mulhere chegarem ao poder. É assim mesmo que funciona. Ignorar isso e querer que seja apenas “normal” o fato de Obama ser presidente é silenciar perante um processo enorme que exclui esses dois segmentos da sociedade do poder, da rota do dinheiro etc. E pode ter certeza de que vai levar séculos para isso se estabilizar, se é que vai estabilizar. (Também não sei até que ponto é possível ou desejável um equilíbrio perfeito, mas isso fica para outro papo…)

    Quanto aos jovens, também não sou nenhum velho – tenho 24 anos. Mas essa coisa de ser alienado é bem complicada. Difícil julgar os outros, e além disso, acho que não depende tanto de idade ou classe social, como muitos pensam, também. Acho que tem a ver com postura, com outras coisas. E, sem dúvida, vivemos um momento que é de total ceticismo, e “deixa como está porque nada tem solução” é muito estimulado, é visto como natural.

    Eu não fiz História nem Seviço Social, mas sim Letras, com o seu amigão Vinícius, aliás, que é de onde ele me conhece e linkou o blog. Falando nisso, acho o blog dele não está linkado aqui. Bem lembrado!

  9. 10 Priscilla Acioly 17/05/2010 às 13:48

    Você fez letras aonde e qual idioma?
    Que legal… eu também vou fazer letras, eu começo em agosto, Port/Itanialo, na UERJ. :D

    O Vinícius é uma figura… rs

  10. 11 Rafael Cesar 18/05/2010 às 13:08

    Fiz Português – Literaturas, mas me arrependo. Deveria ter feito alguma língua (francês, provavelmente). Fiz na UFRJ.

    Figuraça, o Vinícius… Pena que largou as belas letras para se dedicar ao capitalismo selvagem ehehehe…

  11. 12 Priscilla de Lima 19/05/2010 às 13:35

    Largou não… ele continua com enorme contato com as Letras, só não está lecionando… mas dê uma passada no blog dele! :)

  12. 13 Alex 24/07/2010 às 11:16

    Umbanda,candomblá etc… é satanismo.

  13. 14 Rafael Cesar 26/07/2010 às 11:35

    Não é satanismo, Alex. Satanismo é ficar pregando ódio contra os outros por aí, só porque eles não acreditam nas mesmas coisas que você. Satanismo é acreditar que todo mundo deve sofrer punições só porque não cultuam o no seu deus, ou porque tem desejos (e consequentemente práticas) sexuais que você não considera corretos, ou porque vê a vida de uma maneira diferente da sua.

    Se todos tivessem a sua postura, viveríamos em uma guerra interminável. Ia ser todo mundo querendo matar todo mundo. Aí, sim, teríamos um mundo satânico. Parabéns: vocês, pessoas de cristo, estão dando o primeiro passo para fazer deste um mundo horrível. Ainda bem que não compartilhamos do seu sentimento de ódio.

    Um abraço,
    Rafael.

    PS: Além de uma pessoa cheia de ódio, você se mostra um completo idiota. O texto que você comenta é super articulado, desenvolvidos, com argumentações. Mas, na sua empáfia e arrogância, você acha que pode simplesmente dizer que é satanismo, jogar pedras, sem se dar ao trabalho de seguir a discussão no mesmo nível. Deve estar tão bom, tão quentinho aí no conforto da sua ignorância protegida por um batalhão de fieis que pensam como você, né?


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