Arquivo para agosto \30\UTC 2009

Dessas que tem que registrar

Início da tarde, sol rachando, dia perfeito pra tomar aquela gelada no barzinho da rua, rapaziada chegando sorrindo, tudo maravilha.

Tamos lá, então, com alicate pra abrir umas chapinhas, amassando na calçada com um martelo, prego pra tirar aquele plasticozinho de dentro, a gente na intenção de fazer um chocalho.

Chega um camarada.

Coé!

Coé, meu parceiro! Tranquilidade?

100%, pô! Mas fala! Que porra de monte de chapinha é esse aí, mané?

Fulano quer um chocalho, tamo na chapinha enquanto ele foi serrar a madeira.

Hum, caralho… Quer chocalho? Vai enfiar essa porra na bunda e ficar balançando pra falar que é cascavel, né? Num fode, rapá.

E assim começaram as melhores escolas de samba. Sugestões para o primeiro enredo?

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Até onde vai a dignidade de quem sofre racismo?

A de Januário Santana, a quem já dediquei dois posts nos últimos dois dias, parece não ter barreiras. Como eu gostaria de ser como ele.

Os jornais O Globo e Diário de São Paulo, braços da mesma empresa, estão dando bastante atenção ao caso, como mostrei no post logo abaixo. Foi onde consegui mais informações sobre o caso. Não pesquisei grande coisa sobre o assunto na internet pela urgência em escrever aqui, e também porque estou ocupado com algumas outras coisas.

O destaque que dou a esses dois jornais é pela atenção ao lado humano do caso, ou seja, pelo impacto sofrido na vida do seu Januário. A matéria d’O Globo conta que ele perdeu 8 quilos nos últimos 14 dias porque sua gengiva descolou de tanta porrada na cara, e ele não consegue mais colocar a dentadura – e nem vai poder tão cedo, segundo a dentista -, o que o faz viver à base suquinho e sopinha desde então. Tá bom ou quer mais?

A boa cobertura d’O Globo ainda dá destaque à dificuldade de haver prosseguimento nesse tipo de caso, em que é sempre necessária a representação da vítima, ou seja, a sua manifestação para que o processo vá até o fim. E, nesse aspecto, Januário e sua esposa dão banho:

– O que mais dói é saber que não foi a primeira vez e que pode não ser a última – afirma, cabisbaixo.

Mas basta olhar para seus dois filhos, uma garota de 2 anos e um menino de 5, que Januário recobra a esperança.

– Mas é isso aí. A vida continua. Tomei a decisão de pôr a boca no trombone e vou em frente. Não quero que meus filhos sofram os mesmos problemas que eu.

Januário diz que pensa até em vender o EcoSport do qual já pagou 21 das 72 prestações. Já a sua mulher, Maria dos Remédios, de 41 anos, não concorda com o marido.

– Trabalhamos para conquistar as coisas. Não vai ser a imbecilidade desses preconceituosos que vai nos impedir de crescer na vida – diz.

Tomara que tenham forças para continuar nesse caminho, porque é dificílimo.

Já a Folha fez uma matéria voltada somente à questão dos processos em si, tanto judicial por parte de Januário, como administrativo por parte do Carrefour, assim como o Estadão, que por sua vez já tirou o assunto da capa do seu sítio virtual. (Em todos os casos, estou me referindo às versões online desses veículos, porque não saio de casa desde ontem nem pra ver capa na banca.)

Preconceito é sempre uma coisa terrível. Todo mundo no mundo já sofreu preconceito e sabe como é horrível ser tirado por baixo, qualquer seja o motivo. Mas, como se vê, é bastante diferente o impacto do preconceito contra um indivíduo negro daquele sofrido por um indivíduo gordo ou descendente de japoneses, porque, pelo amor de Deus, não há uma memória de 358 anos de escravidão de gordos ou japoneses. Exceto em raros casos de bullying, você jamais vai ver um gordo ou um descendente de japoneses tomando surra e saindo ensangüentado – especialmente da polícia, que detém o monopólio da violência. Acho estranho quando algumas pessoas berram contra um suposto exagero quando afirmamos que a memória da escravidão ainda está muito presente. Ela não só está presente como assume suas várias faces. As violências simbólicas, de maior ou menor grau, acreditem, acontecem TODOS OS DIAS para o indivíduo negro, mesmo de pele clara como a minha. E, na menor brecha de “legitimação” (como se fosse “legítimo” dar surra num ladrão, mas é assim que muitas pessoas pensam), essas violências simbólicas encontram formas de se concretizar em violências físicas – e aí, dá-lhe pau na crioulada, que isso que aconteceu com o seu Januário é coisa que também acontece todos os dias.

Da mesma forma, essas violências acontecem com a mulher, com @ homossexual, o pobre, porque são concepções de mundo enraizadas na sociedade, e haja força pra isso ser diferente, um dia.

Entendeu, Danilo Gentilli, por que, apesar de suas brilhantes elucubrações de que são apenas termos relacionados a animais, é completamente diferente chamar branco de lagartixa, gordo de baleia, você de burro – e chamar negro de macaco? Ou quer que eu desenhe?

gentilli

Ainda sobre Januário Santana, homem negro confundido com um ladrão e espancado por seguranças no estacionamento de um supermercado

Rapaziada, não sei se notaram, mas aquela matéria do Estadão que reproduzi aqui no blog estava uma verdadeira porcaria. Algumas coisas não ficaram claras no texto (especialmente a parte da briga antes de ele ser levado pra sala; ou mesmo quem dos caras, se policial ou seguranças, tinham dito que ele já era fichado na polícia); estava meio confusa como um todo. No dia, vi até um comentário lá no sítio do Estadão reclamando da péssima redação, e eu mesmo ia deixar um resmungo, mas deu aquela preguiça. E, como deu também raiva e vontade de jogar no blog na mesma hora, nem passou pela minha cabeça procurar em outras fontes pra entender melhor o que tinha acontecido.

Ontem, dia 20/08, saiu no Globo Online uma matéria bem melhor, escrita por um jornalista de verdade, narrando os fatos. Não vou reproduzir o texto, mas deixo o link. Essa nova matéria já fala da ação que o Seu Januário e o advogado vão mover contra o Carrefour e contra o Estado de São Paulo, já que a polícia esteve envolvida no caso (deveriam aproveitar o ensejo da homonímia e mover uma contra o Estadão, também). Sugiro a leitura da matéria porque além de falar da ação, retoma o caso desde o início, mostrando outros requintes do absurdo que foi – bagulho doido.

E se da primeira vez eu destaquei aquela frase terrível de Januário Santana, a vítima, que declarou que pensava em vender o EcoSport que está pagando em 72 prestações por causa dos inúmeros constrangimentos sofridos (Entendeu? Não é preciso proibir oficialmente o negro de ter ambições de ascensão, grana, estudos: ele internaliza, pelas relações simbólicas do seu dia-a-dia, que o espaço dele é sempre degraus abaixo), agora abro aspas para uma colocação de tom bem diferente, tirada de matéria do Diário de São Paulo, quando indagado sobre o medo de sofrer ameaças por querer levar seu caso à justiça:

Não tenho medo de represália e nem de ser morto. Morri naquele dia. Vou levar à frente porque se tiver que viver, quero viver com dignidade

Que coisa, seu Januário: o senhor acaba de mostrar que a sua dignidade ainda está contigo. Solta o verbo, malandro!

Sr. Santana

Super Obama World!

Se você não curte a série Super Mario Bros, não precisa ler esse post. Desligue o computador e procure um psiquiatra, porque sua vida deve ser muito ruim.

Eu e Gabi somos os maiores jogadores de hacks de Mario do mundo. Juntos, já zeramos vários, alguns dificílimos, outros nem tanto, mas igualmente divertidos. Só usávamos detonado quando ela estava muito cansada e ficava pedindo pra gente passar logo daquelas fases impossíveis. E, admito, vez ou outra também dava uma espiadinha; mas ambos os casos aconteceram poucas vezes. E nossa desculpa era sempre a mesma (que servia também para usarmos save sate/open state quando tínhamos que pular um buraco maior que a tela pisando em tartarugas com balas de canhão e morceguinhos passando pelas nossas cabeças, e lavas pulando de baixo): “Já não temos mais idade pra ficar tentando passar esse pedaço a tarde inteira”. E ficávamos jogando aqueles hacks a tarde inteira, para logo em seguida ir assistir a Lost, tendo que entregar trabalhos no dia seguinte, essas coisas.

Dia desses, então, deparei com algo pela internet que fez meu coração bater mais forte. Fiquei verdadeiramente emocionado. Esse eu tinha que jogar.

Super Obama World

O jogo é bonitinho, tem uma música fofinha, e você pode viver as aventuras de ser o primeiro presidente negro de um país de primeiro mundo – certamente muito mais divertidas do que as que o Obama de verdade enfrenta.

O jogo é em flash e dá pra jogar no teclado na boa. É lentinho, sem aquelas dificuldades maiores do Mario que às vezes nos faziam arrancar os fios do controle dando puxões e tal. É bem light, bom pra uma noite de insônia.

E por que eu decidi dividir esse jogo com os 3 ou 4 leitores desse blog? É que, no final das contas, após a primeira fase, percebi que eu e ela não poderemos jogar esse hack. Estão vendo aquele porquinho no canto da tela? São as tartarugas do jogo, ou seja, tem que pisar neles e matar. Isso, pra gente, não dá.

Mas divirtam-se vocês. Cliquem na imagem para jogar e sejam felizes, crianças! E se zerarem, me contem como é.

Rinoplastia

Acaba de me ocorrer uma coisa: será que existe cirurgia para alargar/engrossar/abatatar/africanizar o nariz? Eu nunca soube de alguém querer fazer isso, e talvez não exista justamente por essa falta de demanda. Nós podíamos fazer um clube de pessoas que querem africanizar o nariz pra ver se surgem técnicas para isso. Iríamos a vários médicos, relatando o drama de não ter narizes grossos o suficiente, e de como aquilo vem fazendo mal para a nossa auto-estima.

Tyra antes e depois

Eu sou a favor de ir nessa até a hora de liberar a grana pra cirurgia. Aí a gente vai numa última consulta e fala pro médico: “Doutor, a minha terapia de grupo está me fazendo ver que devo me aceitar como sou, que sou belo(a) como sou, e que as pessoas acham feio o meu nariz fino por preconceito, uma construção histórica da nossa sociedade. Eu tenho orgulho do meu nariz fino, e decidi que não vou mais fazer a cirurgia!”

Michael antes e depois

Estão achando que é brincadeira, né? Pra ter uma noção de onde podemos chegar com essa história de afinar nariz, deem uma olhada no post “Michael Jackson no Hospital dos Servidores”, no Nei, sobre o que uns médicos propuseram nos anos 70 sobre o assunto.

E aí? Quem se habilita a entrar na dança?

Deu no Estadão, véi!*

Ou: por que mamãe sempre diz que eu, dessa corzinha, tenho que andar bem vestido.

Acusado de roubar seu carro, cliente é espancado em mercado

Mônica Cardoso, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O segurança e técnico em eletrônica Januário Alves de Santana, de 39 anos, foi agredido por seguranças do supermercado Carrefour, em Osasco, na Grande São Paulo. Ele foi confundido com ladrões e considerado suspeito de roubar seu próprio carro, um EcoSport. O caso foi registrado no 5º DP de Osasco.

Nos próximos dias, seu advogado, Dojival Vieira, vai ajuizar uma ação de indenização por danos morais contra o supermercado e o Estado. “Esse caso é emblemático e precisa ser punido com vigor para que outras situações de discriminação racial não venham a ocorrer.” Santana é negro.

Segundo Santana, enquanto a família fazia compras, no último dia 7, por volta das 22h, ele esperava no carro com a filha de 2 anos. O alarme de uma moto disparou e ele viu dois homens correndo. O dono da moto chegou em seguida. Santana desceu do carro e achou que os bandidos tinham voltado. Um desses homens sacou uma arma e Santana correu. No chão, chegaram a lutar até que um terceiro homem, que se identificou como segurança da loja, retirou a arma e pisou na cabeça de Santana. Segundo ele, cinco homens, que não vestiam uniformes, o levaram até um quartinho onde o espancaram.

“Eles falaram que eu ia roubar o EcoSport e a moto. Quando disse que o carro era meu, batiam mais.” Quando três policiais militares chegaram ao local, Santana explicou que seus documentos estavam no carro. “Eles riam e diziam: ‘Sua cara não nega. Você deve ter pelo menos três passagens pela polícia’.”

De tanto insistir, foram até o automóvel, onde sua família o esperava. Após conferir a documentação, os policiais foram embora. “Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender”, diz ele.

O Carrefour afirmou que acompanha a investigação policial. Em setembro, a rede pagou multa em torno de R$ 15 mil pela discriminação de funcionários a duas transexuais. No mês passado, pagou multa de R$ 45 mil porque um segurança fez piada com um homossexual.

(Em 19/08/2009)

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Sabe o que eu acho o mais assustador dessa notícia? Isso aqui, ó:

“Já passei outros constrangimentos com esse carro. Acho que vou vender

Mas isso deve ser porque eu nunca fui espancado numa salinha por cinco homens…

*Notícia encaminhada a mim pelo meu amigo Bernardo Barcellos.

Arlindo chuta o ‘sambinha’ pra lá e deixa a macumba no lugar

Recomendo, com muita alegria, o DVD Arlindo Cruz ao vivo MTV, apesar de já haver alguns meses desde o lançamento. Deixo aqui algumas razões, jogo rápido, do porquê. São elas, claro, que interessam, porque eu não ganho nada anunciando o DVD dele, e ele também não ganharia nada se anunciasse aqui. Mas se você chegar ao fim desse texto, ouve de brinde duas músicas do show gravado em São Paulo.

O Arlindo é um músico que parece fazer tudo direitinho para os seus orixás e ancestrais, porque a carreira dele dá certo-certo, a cada dia mais, e que conseguiu fazer isso de um jeito bastante raro: sem abrir mão das suas convicções do que é o bom samba. Vá lá, é claro, ele faz umas músicas meio chiclete de vez em quando, que agridem o humor dos mais sensíveis, pra vender mais CDs e shows, mas jamais desce ao nível daquilo que deixa de ser samba pra virar aqueles amorfismos sem muita referência, a que chamam por aí de música romântica. Não passa nem perto desse tipo de coisa.

Arlindo Cruz MTV

O cara tem cacife para isso, é certo. Construiu uma história a partir do Fundo de Quintal; fez dupla com o Sombrinha; e depois se lançou em carreira solo, garantindo pra si uma fatia que o mercado prefere reservar para alguns ícones aqui e ali, em vez de expandi-la. São poucos os que conseguem conquistar esse espaço, e os que conseguem é porque têm muito talento. Não é nada fácil gravar um DVD em que fala de macumba, mostra as guias e os santos, toca pontos de umbanda e sambas lá meio traçados num Brasil tão fortemente marcado pelo cristianismo, do neo-pentecostal-carismático-caçador-de-níqueis-intolerante ao católico-não-praticante. Porque o empresariado, conservador do jeito que é, não lança nas rádios grupos de pagode que queiram buscar, como faz Arlindo, as profundas raízes africanas de sua música. Pelo contrário, há sempre um afastamento, uma suavizada na batida, uma perda na ginga, arranjos bem pop (tecladinho, guitarra, tchururu…), e o total veto a temas afins, da religião à culinária. Porque essas coisas de preto não costumam pegar muito bem.

Acho que, hoje, da galera que realmente vende disco pra cacete, só quem consegue botar a banca de não se distanciar tanto, ou mesmo se aproximar das africanidades, são Arlindo, Zeca e Revelação (talvez o Exaltasamba, mas só por causa do Péricles, que às vezes puxa pro lado negro da força).

Essa “desafricanização” a que me refiro não é algo exclusivo dos músicos cujo público maior são pessoas que não frequentaram as universidades ou os melhores bancos escolares, porque o racismo é algo estrutural em nossa sociedade, e se manifesta de diferentes formas, a depender do contexto. E é assim que a nossa classe média ilustrada torce os ouvidos quando toca aquele baticum bolado de roda de samba pegada – e aí prefere o “sambinha”, aquela coisa pouca tipo Casuarina, que tem medo de bater firme no tambor e fazer curva com o som. Ou, então, o choro. Não vou teorizar muito porque conheço quase nada de choro. Mas, todas as vezes em que fui a rodas de choro – cujos músicos, normalmente, mesmo tocando música popular, têm aquele quê erudito que lhes mune de grande técnica e vasto preconceito – me incomodavam aquele pandeiro sem ginga e aqueles cavacos que se recusavam a imprimir ritmo à música, por exemplo. E justamente a uma música que nasceu junto às rodas de samba. Não é que eles sejam obrigados a fazer isso. Mas é só que eu nunca vi, não mesmo. Você já ouviu um choro tocado assim, por exemplo?

Arlindo Cruz, Sombrinha, Almir Guineto, Zeca Pagodinho – Trecho de “Estrela da paz (ao vivo)”

Com essa pegada, é raro, viu?

Só para baixar o nível de revolta que se instaurou nessa casa, gostaria de dizer que não acho ruim o samba assumir outras faces, dialogar com outras tradições. Não é ruim o fato de existirem grupos como Arranco de Varsóvia, que faz um samba com vocalises etc., ou as tantas canções da bossa nova, muito rica enquanto uma variação de samba, com tanta história e bons compositores. O que é duro de aturar é o maior valor artístico atribuído a esses formatos “desafricanizados” de choro ou samba, ou o maior valor mercadológico que se conferem aos sambas “desafricanizados” dos grupos de pagode romântico.

Não discuto aqui se os estilos mencionados são piores ou melhores entre si, ou em comparação aos sambas dos bambas. Mas afirmo sem medo que a postura de agregar valor às suas músicas – dentre outras estratégias estéticas, muitas das quais positivas, certamente – através desse distanciamento de África só faz flagrar que a consciência racista está presente das favelas mais pobres ao eixo Morumbi-Leblon. E, desse ponto de vista, os pagodes com teclado do povão e os sambinhas sem repique de Ipanema, pra mim, vão pro mesmo saco.

(Se você quer saber mais sobre esse assunto, das raízes à sua perda, recomendo o artigo “A presença africana na música popular brasileira”, do Nei Lopes, que trata de tudo com aprofundamento histórico, conhecimento técnico e de causa.)

Por fim – agora vai, quebra tudo, Arlindo!–, vamos ouvir o que acontece quando, numa combinação rara, dificílima no Brasil, um homem negro, sambista, ganha muito dinheiro fazendo o samba como acredita que ele deve ser, e se propõe a colocar em seu samba um bom saxofone soprano, aquele signo de jazz, de choro, do clássico, do mais puro refinamento dos ouvidos delicados.

Arlindo Cruz ao vivo MTV – Ainda é tempo pra ser feliz (sax soprano: Dirceu Leite)

E, por último, o que esse mesmo homem negro, sambista, rico, faz ao usar da grana que tem para mergulhar mais e mais nas suas raízes, produzindo um conjunto completo de samba, com os melhores instrumentos e as melhores referências em termos de tradições do samba – pra tocar samba.

Arlindo Cruz ao vivo MTV – Dora/Samba de Arerê

Porque aqui no meujazz é só sambão, camarada!

Atualização

O termo “eixo Morumbi-Leblon” foi cunhado (ou, ao menos, divulgado) por Idelber Avelar, do saudosíssimo O Biscoito Fino e a Massa.


oquê, caboco!

quando chegar a um milhão, eu fecho o blog.

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