Arquivo para julho \27\UTC 2009

Ombudsman

Aos meu fiéis leitores, peço desculpas pelos dias sem atualizar. Tenho já quase 10 textos esboçados que me vieram à cabeça de repente, e não pude deixar de correr ao computador, rapidamente, para anotações preliminares que não me deixariam esquecer o que pensei.

Acontece que, em meio às últimas horas de um longo trabalho de transcrição de áudio (enquanto o blog não dá dinheiro, tenho que fazer isso, oras!), e às primeiras horas da confecção de duas monografias do meu curso de mestrado (ela sabe que jájá vai ter trabalho…), tive que deixar o meu jazz em silêncio por esses dias. Aí, hoje, vi no gráfico das estatísticas que ninguém entrou no blog nos últimos dois dias, e me bateu aquela amargura, aquela carência cibernética.

Eu, ocupadíssimo

Então, botei aí abaixo um conto do Muniz Sodré pra rolarem algumas notas, algumas batidas. E que sonzeira que é esse conto! A literatura não é a seara principal de Muniz, mas ele fez algumas belas peças, como essa abaixo. Em breve vão pintar por aqui amostras grátis de textos dele da parte de estudos de diáspora africana – com ótimos e esclarecedores comentários meus, grátis também.

Eu não vou nem linkar as referências de Muniz porque ainda vou improvisar tanto sobre ele por aqui que, sinceramente, vocês só não vão se cansar porque, quem conhece Muniz Sodré um dia, não se sacia nunca mais.

Vovó chegou para o jantar

Muniz Sodré

Monsieur, madame, entrez s’il vous plaît! Ah, entendem o português? Melhor, melhor… Meu francês não é tão fluente como o de minha filha… Vão longe os tempos do Sacré Coeur… Entrem, entrem! Meu nome é Viviane, já devem saber por Kiki. Na sociedade – so-ci-e-da-de! grandmonde, sabe – chamam-me de Vivi. Vivi Perrier. Adoro o sobrenome do meu segundo marido. Não, não é francês, mas descende, sabe? Família brasileira de classe. Vão sentando, vão sentando, je vous em prie!

Linda a sua esposa! Não, não me agradeçam – sou sincera. Verdade também é que eu morria de vontade de conhecê-los, principalmente a você, que foi professor de minha filha na Sorbonne, orientador de tese e tudo o mais. Maravilha! Tão raro ver uma jovem com doutorado na Sorbonne. Incomparável ventura! Ah, sim, fortune, fortune!

Aí está ela, la voilà. Kiki, minha filha, você nos fez esperar um bom pedaço. Mas valeu a pena. Ela não é linda? Não, não sou uma vulgar mãe-coruja, mas tenho coragem de celebrar em público os encantos da minha filha. Certo, Monsieur? Vejam só: pele de veludo; olhos azuis, azuis como os do pai; cabelos louríssimos. Uma deusa branca! Bem, bem, não vão pensar que idolatro raça, bobagens desse tipo, mas morenice parece-me mais gloriosa quando é uma gradação do branco, do louro, um efeito solar. N’est ce pas? Kiki, minha filha, ordene aos criados mais scotch. S’il vous plaît!

Jantar servido. Monsieur, aqui; ali, madame. Kiki, filha, onde está o Poully-Fuissé? Sim, é de fato uma de suas melhores safras. Correto o consommé? Estas são costeletas perfumadas. Adiante, lombinho ao alecrim. Cheguei a pensar num menu de cor local, coisas baianas talvez, mas temi pela saúde de vocês. Azeite de dendê – sim, l’huile de palme – não combina com estômagos finos. Sobremesa allons-y: bavaroise, torta Sacher, gelados. Madame… Champagne?

Neste salão também meu pai costumava sentar-se depois do jantar e bebericar conhaque. Martin, Rémy Martin – jamais aderiu a nenhum outro. Importava-o religiosamente da França, junto com charutos holandeses. Não fumava os da terra, porque tinha uma cisma im-pres-sio-nan-te com questões de higiene. Preocupava-se, vejam só, com a limpeza das folhas de fumo! Frutas, mandava fervê-las ligeiramente antes de comer. Era simplesmente incrível o meu pai! Quanta saudade… Mas não vou aborrecê-los com recordações pessoais… Mais licor, monsieur?

Retratos de família: ali, meu bisavô, avô, minha avó, pai, mãe… Esta aqui? Uma velha ama-de-leite… Oui, oui baby-sitter typique, pessoa de estima na família. É, depois ainda falam em discrminação racial., todas essas asneiras. Não dou crédito. EM nossa família, negros sempre foram tratados com humanidade, como se fossem iguais. Ma foi! Claro, meu bisavô tinha escravos – eram necessários nos engenhos de açúcar e mesmo no palacete da cidade, esta casa onde vivemos até hoje. Ninguém da família, porém, jamais tratou um deles dessa forma que às vezes se lê em livros de História. Non, monsieur, muito pelo contrário. Nossas amas-de-leite, aquelas que ainda nos embalam, nos mantêm apertados junto ao coração, têm cor negra. Negrinha, sim!

Monsieur está mesmo interessado em histórias de negros, não? Alguma tese à vista? Volontiers, embora não ache que valham a pena, pois em minha opinião, já se disse tudo sobre a escravatura. Poderíamos ter sabido mais se o Ministro Rui Barbosa – monsieur conhece a história da Águia de Haia? – não tivesse mandado queimar os arquivos. Eu, por mim, acho que fez muito bem! Se foi uma nódoa, uma mancha em nossa História, pra que guardar lembranças? Para quê? Para alimentar rancores? Não faz sentido. Depois, põem todos os senhores no mesmo saco, não se distinguem os benfeitores, os de bom coração, como meu bisavô.

Bem, se monsieur está tão curioso, posso contar. C’est pas beaucoup, sabe? Bisavô foi um dos maiores produtores de açúcar da região. A terra era excelente para o plantio, a família dispunha de muita mão-de-obra escrava e de muita garra para ampliar as fazendas. Bisavô foi um civilizador: mandou construir uma igreja na fazenda principal, alimentava de vez em quando os índios que sobraram, trouxe máquinas para modernas para o engenho, até mesmo uma locomotiva! Bisavó? Não ouvi muito sobre ela, salvo pequenas deixas em conversas de família.

Não, madame, absolument pas, não é por machismo que se apagou na família a memória da bisavó. Afinal, por que tanto interesse? Se me calo, é que sei pouco. Bem… sei que ela não chegou a habitar este palacete, apesar de bisavô ter morado aqui. Por quê, ignoro. Hic… Hic… Não se preocupem. Crise passageira de soluços, coisa que me dá de vez em quando. O que dizia eu? Ah, sim, a bisavó… Claro que temos um retrato dela. Não mostrei? Mas sim, aquele ali! Ali mesmo, ao lado do bisavô, ora essa! Eu tinha dito que era ama-de-leite? Tolice, coisas do champagne, sim. A imagem está enegrecida pelo tempo, daí a confusão. Sim, de fato, fotografia amarelece, mas esta aqui empreteceu, cacete! O que, Kiki? Não, minha filha, não falei palavrão nenhum, meu amor. Ma foi! Quero ser natural com monsieur e madame. N’est ce pas? Como eu ia dizendo, o retrato… O quê? Não, sim, en effet, sempre houve muito cruzamento de raças neste país. Meu avô, meu pai tinham hor-ror a essas uniões. Bisavô? Era um liberal – espírito de civilizador, sabe – mas o resto da família não partilhava de suas escolhas. Dizem que foi uma dessas… Hic… Hic… Hic… Soluços, Kiki, não se preocupe! Monsieur…? A religião de bisavô? Bem, ele acompanhava bisavó, não tinha muito siso nessas coisas. Pelo menos é o que conta a família. Dizem até que foi enfeitiçado. Senão, como teria casado com bisavó? Por quê? Porque, meu cacete! Parce que! Esses gringos… O quiéqui êzi muréqui pensa? Hic… Hic… Hum… Hum… Nada, nada, estou muito bem, Kiki, não se afobe. Monsieur, Dame… Essas histórias de cor, sabe, esses casos de família, sabe, tem hora que voltam… Engenho é inferno… Bisavó, monsieur? Vovó, meu filho… Vovó chega, sim. Negou, ela volta – o que não se vê tem voz. Não, Kiki, me larga, me solta! Pra quê roupa? Tiro, sim, caboclo tem roupa? É nua mesmo que eu gosto! Tá quente na aldeia… Sou daqui não, sou de Zinangora… Sou tudo, sim, homem, mulher, sou mina, sou gege, gê… Sou preta de ganho, não, sou de guerra, caboclo de corso. Não mexa conego, não, mexa não! Hic… Hic… Hum… Hum… Agora vovó tá dançando, sim. Não, nada de língua de gringo conego, moléstia! Quiéque suncê qué? Tem zimbo pra mim, chibungo, tem? Tem miçanga? Então arreda! Hum… Hum… Hic… Hic… Hum… Êêêêita! Salve as falanges da mata!

(In Santugri: histórias de mandinga e capoeiragem. Rio de Janeiro: José Olympio, 1988)

Por que a calvície avança

Acho que, exceto pelo meu namoro com ela, nunca investi um tempo grande, nunca produzi um longo prazo, por assim dizer, com nada. (É claro, tem aquelas coisas inevitáveis tipo uma graduação inteira, mas isso não conta, porque não é opção.)

(Isso aqui vai ficar meio clichê, mas, ó Pai, às vezes descobrimos umas coisas da gente, né?)

Estou pensando nisso por causa da minha mania de planejar tudo, colocar tudo em tabelas, fazendo projeções que vão medir cada passo da minha vida pelos próximos 20 ou 25 anos. Inevitavelmente, esse meu princípio de TOC (que também se manifesta de outras formas; na verdade, não sei se tem o obsessivo, na história, mas tem o compulsivo, com certeza, e foda-se, porque eu não sou psiquiatra) já atinge minhas idéias sobre o recém-nascido blog.

Após muitas tabelas e prijeções, jovem sofre de dificuldades de ereção

Eu não queria que o meu jazz se transformasse num blog que só falasse sobre temas relativos à África, às literaturas africanas, às relações raciais. Não é que isso não seja importante; pelo contrário, ocupa um pedaço enorme do meu pensamento e dos meus dias, e até faria sentido criar um blog só sobre isso. Mais pra frente, quem sabe.

Mas isso tudo porque me bateu uma angústia, de repente. Esse blog nem uma semana tem, mas a angústia já me faz companhia, pois é. E, veja, nem tenho assim uma preocupação em agradar leitores que não estejam interessados nesses temas, não mesmo. Interessam-me os interessados. Só que eu estava pensando em alguns posts, e me vieram 4 à cabeça que eu poderia escrever agora, e bem interessantes. Fora os outros 10 esboçados. Mas, todos, dentro desses temas. Pensei que talvez isso fosse meio cansativo.

Bom, talvez eu não devesse planejar tanto. Talvez eu devesse fazer acontecer. Fico curioso pra ver como isso aqui pode estar daqui a tempos, se ainda existir. Então, é isso (além do TOC, eu sou bipolar, esqueci de contar a vocês): aviso aos ouvintes deste nosso jazz que, pelo menos pelos próximos tempos, a diáspora africana vai estar em pauta, nas suas faces mais sisudas e nas suas faces mais descontraídas. (Eh!, ‘próximos tempos’, eu não poderia ter sido um pouco menos preciso?, você me pergunta levantando os olhinhos.)

Foi mais ou menos assim, acontecendo, que com ela passei os tempos mais interessantes, mais importantes e, sobretudo, de maior gostosuraprazeralegriacoisaboaestaraqui que tive nos meus breves, porém recheados, 23 aninhos. Vou tentar fazer isso com o blog.

Com os cuidados que ela me ensinou, mas que nem sempre consegui ter.

Cotas raciais: por que sim?

A quem interessar possa

Para aqueles que querem passar para o lado negro da força, independentemente da cor da pele, sugiro a leitura abaixo. É uma publicação que vem sendo distribuída gratuitamente para escolas, instituições e pessoas de todo o país, e que explica, na contracorrente do senso comum e dos maiores meios de comunicação do país, a importância da implementação, manutenção e ampliação da política de cotas raciais (parte desse universo maior que são as ações afirmativas como um todo), bem como seus benefícios para toda a população brasileira – novamente, independentemente da cor da pele.

A publicação é do Ibase, com o apoio da ActionAid. O texto é de Cristina Lopes, socióloga e pesquisadora do Ibase, e eu fui o editor. Sou suspeito para falar, mas vou te contar: está um belo trabalho, redondinho. Em linguagem simples, desmistifica aqueles argumentos do tipo “vai dividir o Brasil em negros e brancos e provocar uma guerra sangrenta”; “isso é dar atestado de incapacidade aos negros”; “vai cair a qualidade do ensino nas universidades”; “o problema todo é a pobreza”; dentre tantos outros, apresentando uma visão mais ampla sobre a questão racial no Brasil.

É só clicar que abre o pdf. A quem interessar receber as cartilhas impressas, se ainda houver exemplares disponíveis, dada a demanda (sério, não é gargantagem), escreva para a Cristina: crislopes@ibase.br

A partir de agora, fica ali na coluna da direita para baixar. Façam a boa ação do dia e espalhem por aí.

E ainda vamos falar muito desse assunto por aqui.

atualização:

Um teaser pra galera: você sabia que estudantes negros – de acordo com o MEC e com o PNUD – comparados a estudantes brancos em condições de igualdade socioeconômica (com a mesma renda familiar, moradores das mesmas regiões, alunos das mesmas escolas e com pais de mesma escolaridade) possuem rendimento escolar inferior ao dos alunos brancos? E que, à medida que vai avançando em seu grau de escolaridade, essa diferença fica ainda maior? E que, por último, se a comparação é feita entre alunos da rede particular, especialmente entre as escolas mais caras, o fosso se torna um abismo? Pois é, meu povo, nem só de dinheiro se faz o mundo – eis que muitos outros signos também regem nossas vidas.


Palavras de origem africana

Decidi criar uma série sobre as palavras da língua portuguesa de origem africana, mais especificamente as de étimo banto. Por quê, meu deus, eu vou criar uma série sobre isso? Porque eu acho um tema muito empolgante!! Você também não acha?

A série vai apresentar, a cada edição, alguma palavra que você provavelmente usa por aí, impunemente, sem louvar seus ancestrais africanos que a criaram, porque possivelmente não sabia dessa origem.

A minha fonte vai ser quase que exclusivamente o Novo dicionário banto do Brasil, do Nei Lopes. Acho que é o único trabalho sério sobre isso no mundo. Houve autores, como o Antenor Nascentes, que chegaram a considerar em seus dicionários etimológicos as línguas africanas, mas, até onde sei, ninguém havia feito uma pesquisa unicamente sobre isso (no caso do Nei, só com as línguas bantas). O Nei foi a todos esses dicionários, recolheu as propostas, avalizou muitas, modificou outras tantas, e, o mais importante e impressionante, trouxe mais um monte. É pesquisa de uma vida inteira. Tiremos os nosso chapéus.

E, por mais que eu ache desnecessário que outrem, algures e alhures venha legitimar esse trabalho feito por um sambista (porque os filólogos nunca deram a devida atenção ao tema e quase nada sabiam sobre isso), é muito legal saber que o Houaiss incluiu em seus verbetes mais de 250 propostas etimológicas desse dicionário. Na verdade não acho desnecessária essa legitimação, não – acho fundamental. Foi só pra dar uma espezinhada.

E a palavrinha do dia é:

lengalenga

Segundo o dicionário do Nei, “s. f. Conversa, narrativa ou discurso enfadonho. Do umbundo lenga-lenga, gemer repetidamente. 1) No quicongo, ndenga-ndenga, lentidão, derivado de de lènga, permanecer, durar muito tempo; que não acaba mais; 2) no suaíle, lengalenga, estar prestes a chorar; 3) no quimbundo, kuia ni kulenga-lenga, estar a esquivar-se. Nascentes vê origem expressiva.”

E aí? Você fica com o Nei ou com o Nascentes?

E agora vamos brincar de fazer frases com a palavrinha cujo étimo acabamos de aprender. Eu começo:

Para de lengalenga e vai logo comprar o dicionário do Nei Lopes!

atualização:

Logo depois que escrevi esse post, fui ao Houaiss ver se eles consideram essa etimologia proposta pelo Nei. E várias coisas curiosas. Primeiro, eles não consideram. E, pior, ficam com a do Nascentes. Mas a contradição maior vem agora: eles colocam que o uso do termo é “regionalismo”, concentrado apenas nos seguintes lugares, veja bem: Brasil, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique. Ou seja, já que Portugal não está na rota da nossa querida “lengalenga”, tornou-se regionalismo. E não, não é que seja usado apenas em determinadas regiões desses países, porque quando é assim eles indicam. Mas, se você está com preguiça de pensar, vou trazer mais uma contradição nisso tudo: os caras indicam que o uso é exclusivo de países africanos e do país que recebeu o maior número de africanos no mundo… e ainda assim não consideram que é um lexema de origem africana??

Ora essa, filólogos do Houaiss, parem de lengalenga e atualizem logo o dicionário de vocês!

atualização 2:

Andaram aí pelos comentários perguntando o que é esse “de origem expressiva” de que o Nascentes fala. Em linguística, é quando se relaciona o termo a uma natureza como que interjeitiva (tipo um ‘opa’, ‘ei’, ‘psiu’), onomatopeica (‘tchibum’) ou imitativa. Ou seja, um prato cheio pra quando a gente não sabe a origem de uma palavra, né? Eu já reparei nessas minhas buscas informais que, volta e meia, está lá esse lance de “vocábulo expressivo” para palavras cuja etimologia é de línguas africanas ou indígenas, como veremos aqui ao longo da série. Acho que, no fundo, talvez nem tão fundo assim, fica evidente um grande estranhamento por parte desses filólogos para com essas línguas não-clássicas, vamos eufemizar assim, e, pior, uma absoluta falta de pudor e cuidado ao classificá-las dessa forma. Acho que tem aquele pensamento de que é língua de gente bárbara, e que portanto não articula sentenças semantica e sintaticamente bem resolvidas, ficando, no mais das vezes, no nível da expressão dos sentimentos, aquela coisa do grito primitivo, e por isso a profusão de “vocábulos expressivos”.

Sentiram o clima, leitores? Este blog é coisa séria e não dá mole pra lengalenga!

(Clique aqui para ver toda a série sobre as palavras de origem africana.)

Oficina de Indicadores Sociais com Ênfase em Relações Raciais

Recomendadíssimo. É produção do Laeser, ou seja, só pela grife já está valendo fazer. Para os que não sabem, este Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais é provavelmente a mais importante instituição voltada à observação da questão racial no Brasil, e coordenada pelo economista Marcelo Paixão, cujo trabalho demonstra as relações entre questão racial, economia, desenvolvimento – e é das coisas mais interessantes e bem fundamentadas que estão produzindo no país em termos de pensamento social. O homem faz jus ao sobrenome (entenda como quiser). O Laeser tem uma série de publicações de alto nível sobre o assunto, sendo a mais robusta delas o recente Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, que o Nei comentou.

Ah, sim, mas o curso, né? As inscrições estão abertas até o dia 30 de julho. Mais detalhes sobre tudo, .

Alguém me avisou pra pisar nesse chão devagarinho

.

Sinto que ter criado um blog vai me levar longe. Pra bem longe de minhas obrigações.


oquê, caboco!

quando chegar a um milhão, eu fecho o blog.

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